Palavra do Presidente

Os cenários sociais locais e mundiais evidenciam transformações em curso e apontam para um horizonte próximo em que padrões seculares de comportamento do mercado, das relações corporativas, das escolas e das instituições em geral experimentarão profundas mudanças. Quando eventos dessa natureza ocorrem são caracterizados como revoluções e não como meras reformas, pois se dão em curto espaço de tempo.

Os desafios postos na atualidade nos convidam a romper com as barreiras do convencional e do previsível e adentrar em cenários para os quais nossos antigos valores, conhecimento e decisões já não respondem mais de forma satisfatória.

Por esses e outros motivos, como o advento da Indústria 4.0 e a mudança nos padrões do trabalho e empregabilidade, faz-se imperativo considerar que um novo mundo está em franca e veloz construção decorrente da revolução nos processos de criação e aplicação do conhecimento, o qual somente poderá ser enfrentado com padrões no mínimo equivalentes de educação.

No entanto aqui ronda um contexto anacrônico. A educação acadêmica, vista historicamente como um bem de valor em si mesmo, passa a ser percebida neste novo contexto mundial como problema. De certa forma este é um fato inédito, porque as defasagens do tempo de aprendizagem e o tempo de resposta para as demandas de criação e aplicação do conhecimento se reduziram de século para décadas e, nos dias atuais, para anos, meses ou dias.

Dito de outro modo, o maior desafio que se antepõe a toda iniciativa de inovação na educação, e para a formação de engenheiros em particular, insere-se no tempo de resposta efetiva que as instituições de ensino conseguem efetivar, uma vez que visões, políticas e mesmo as aparentemente banais escolhas do cotidiano se constituem em marcadores decisivos para a velocidade com que as transformações acontecem e acontecerão. Neste contexto o COBENGE/2017 traz para si, enquanto evento dedicado à educação em engenharia, um desafio inédito e histórico que passa diretamente pela contribuição na formulação de novas diretrizes para as escolas e programas de formação de engenheiros.

Como construir uma proposta que contribua para a efetivação de mudanças hoje consideradas essenciais, urgentes e indispensáveis para nortear a gestão e docência nas escolas de engenharia do Brasil? Bastará rever e redesenhar currículos? Qual o potencial de efetiva contribuição que a renovação – ou inovação – nos modelos de ensino-aprendizagem pode trazer para o enfrentamento deste grande desafio? A criação de tecnologias, isto é, de soluções educacionais concebidas e implementadas por cada professor no exercício da docência abarcará a diversidade de metodologias hoje disponíveis? Suas aulas e projetos educacionais refletirão tais demandas da atualidade? Como responder aos novos padrões de aprendizagem dos alunos e suas expectativas legítimas de alcançar uma formação consistente com os desafios futuros que enfrentarão no exercício profissional? Qual será o papel que sistemas e mídias analógicas/digitais terá para a objetivação desses novos cenários, onde o desenvolvimento de competências e habilidades se torna fato central? E quanto aos ambientes onde os processos de ensino-aprendizagem acontecem, sejam presenciais, remotos ou híbridos, o que se tem para inová-los de modo a sair da rigidez de carteiras colocadas lado-a-lado que obrigam os estudantes a olharem para um quadro negro, verde, branco ou mesmo digital, mas não favorecem o trabalho em equipe e a interação entre pares? Como reunir isso tudo e desenhar um conjunto de soluções que efetivamente respondam a esses desafios, a partir de uma visão sistêmica e uma abordagem orgânica?
Como se pode ver, o cenário que se apresenta é complexo e desafiador e por isso também apaixonante, mas não se deve esquecer que educação não é só paixão, emoção e arte e que inovação se objetiva com ciência avançada e tecnologia social.

Cassiano Zeferino de Carvalho Neto, Dr.
ECO Educacional – Presidente do Conselho de Administração

No COBENGE /2017, visite o estande da ECOEducacional e conheça as contribuições da Educação 4.0 para a Inovação na Educação em Engenharia.

Por | 2017-09-18T16:43:03+00:00 setembro 14th, 2017|ECO Educacional, Educação, Inovação, Institucional, Tecnologia|0 Comentários

Sobre o Autor:

A ECO Educacional foi criada em 2006 com o objetivo de desenvolver e fornecer equipamentos didáticos e periféricos, implantar infraestrutura em laboratórios e realizar cursos laboratoriais.

Atuamos em instituições privadas ou públicas de ensino técnico ou superior que ministrem disciplinas experimentais, laboratórios e centros de pesquisa.

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