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A Manufatura Avançada, a formação de engenheiros e a Educação 4.0

Os novos e extraordinários desafios que se apresentam para as instituições de Educação em Engenharia, com a chegada da Manufatura Avançada, também conhecida por Indústria 4.0 (termo criado pela Alemanha, em 2011), aproximam a realidade da ficção científica.

Educação 4.0

Em nenhum outro período da História a gestão do conhecimento, inovação e informação esteve unificada como a que se prenuncia neste advento da Quarta Revolução Industrial.
Redes globais de cooperação operando em nuvem e em tempo real, internet das coisas (IoT)[1], plantas de produção industrial comandadas por inteligência artificial e os desafios de qualificação profissional de alta performance são alguns dos vetores que compõe e comporá a complexa matriz que já não mais separa o real do virtual, mas que concebe o todo como uma Ciberarquitetura[2], onde o humano e o não-humano se imbricam de forma inseparável.

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Figura 1: Infográfico apresentando as quatro revoluções industriais[3].

Se antes, para a formação profissional o valor de mercado estava no domínio da técnica, hoje o diferencial se situa no âmbito da cognição e esta mudança de paradigma implica em uma profunda revisão quanto ao desenvolvimento de competências e habilidades (conhecimento tácito) e da gestão e produção de mídia (conhecimento explícito), no exercício das profissões.

Os impactos gerados por esses novos cenários representam extraordinários desafios, mais especificamente para a formação de engenheiros e, portanto, para as instituições que se dedicam à educação e pesquisa neste segmento.

Questões cruciais são atualmente formuladas para as instituições educacionais:

  •  Que currículo deve ser concebido, diante das perspectivas da Manufatura Avançada?
  •  Quais modelos de ensino-aprendizagem podem trazer contribuição efetiva para a consolidação de novos conhecimentos tácitos e explícitos de um futuro engenheiro?
  • Quanto a concepções e processos tecnológicos dedicados à Educação Científica e Tecnológica, quais deles demonstram maior contribuição e assertividade?
  • Como e quais mídias analógicas e digitais devem estar disponíveis para os estudantes e professores, além de serem produzidas quando for caso, com fins de aprendizagem de segunda ordem?

Enfim, qual a infraestrutura condizente para atender a uma verdadeira revolução dos espaços da escola, em andamento na atualidade?Estas e outras perguntas não contam com respostas triviais, ainda que se persiga a simplicidade e suas virtudes. Novos desafios devem contar com pesquisa de base científica e tecnológica na busca por respostas confiáveis, que possam ser validadas na prática experimental, tendo-se o cuidado de se manter uma distância de segurança das concepções de senso comum.

É diante deste contexto altamente desafiador que a ECO Educacional ingressa no universo da Educação 4.0[4] cujos princípios e práticas serão apresentados nos próximos ECO Blogs. Acompanhe e participe desta iniciativa que visa agregar valor à gestão e docência praticadas nas instituições da Educação Superior e Básica. Vale lembrar que nossos jovens que hoje cursam o ensino médio em breve ingressarão em cursos superiores, e este assunto é de relevância para todas as áreas do conhecimento.

A partir de agora as soluções desenvolvidas pela empresa ECO Educacional, para atender a instituições de ensino superior e básico, serão fundamentadas no modelo da Educação 4.0, já que o mesmo aborda de forma sistêmica os processos de ensino-aprendizagem, buscando responder às complexas demandas contemporâneas.

Como em todos os períodos de mudança de paradigma na História, existem riscos e oportunidades para serem geridos e qualquer que seja o cenário é melhor se estar bem preparado. É neste contexto que a Educação tem e terá papel fundamental, para cada um e para todos.

Cassiano Zeferino de Carvalho Neto, Dr.
Presidente do Conselho de Administração – ECOEducacional

Referências
[1] A Internet das Coisas (IoTInternet of Things) é um termo criado por Kevin Ashton, um pioneiro tecnológico britânico que concebeu um sistema de sensores omnipresentes conectando o mundo físico à Internet, enquanto trabalhava em identificação por rádio frequência (RFID). Embora a Internet, as “coisas” (things) e a conectividade entre elas sejam os três principais componentes do modelo, o valor acrescentado está no preenchimento das lacunas entre os mundos físico e digital em sistemas. Fonte: Amazon, disponível em https://aws.amazon.com/pt/iot/. Acesso em 17/07/2017.

[2] CARVALHO NETO, C. Z. “Espaços ciberarquitetônicos e a integração de mídias por meio de técnicas derivadas de tecnologias dedicadas à educação“. Dissertação de Mestrado defendida e aprovada perante o Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica (PPGECT), Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Florianópolis, 2006. Disponível em: http://www.carvalhonetocz.com/wp-content/uploads/2011/08/CARVALHO_NETO_C_Z_Mestrado_Disserta%C3%A7%C3%A3o_UFSC.pdf. Acesso em 18/07/2017.

[3] Disponível em: http://www.portaldaindustria.com.br/agenciacni/noticias/2016/04/nova-era-industrial-transformara-produtividade-global/ . Acesso em 18/07/2017

[4] CARVALHO NETO, C. Z. Educação 4.0: Princípios e práticas de inovação em gestão e docência. São Paulo: Laborciencia editora, 2017. (No prelo)

Por | 2017-08-12T22:57:40+00:00 agosto 31st, 2017|ECO Educacional, Educação|0 Comentários

Sobre o Autor:

A ECO Educacional foi criada em 2006 com o objetivo de desenvolver e fornecer equipamentos didáticos e periféricos, implantar infraestrutura em laboratórios e realizar cursos laboratoriais.Atuamos em instituições privadas ou públicas de ensino técnico ou superior que ministrem disciplinas experimentais, laboratórios e centros de pesquisa.

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