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Stranger Things e a ciência por trás da série

Na série da Netflix, Stranger Things, uma das grandes questões é sobre o lugar para onde o garoto Will é levado: o tal “mundo invertido”. Para sustentar essa história da ficção, os roteiristas se inspiraram em elementos da ciência de verdade, que estão escondidos em vários episódios da série.

Seria realmente viável a existência de um lugar assim? E como seria possível chegar a ele?

“A série usa o conceito de outras dimensões, que é antigo e muito fértil para a ficção científica”, explica o astrofísico Rodrigo Nemmen, professor da Universidade de São Paulo (USP). “Existem algumas teorias na física que preveem a existência de mais dimensões que as três espaciais e o espaço-tempo, as únicas conhecidas atualmente.”

Na série, o “mundo invertido” é como se fosse o mundo real distorcido. Ali há versões sombrias de construções e objetos da realidade, cobertas por plantas e musgos, e é possível algum contato extremamente limitado com as pessoas que estão no mundo real.

“O cérebro humano ainda não consegue visualizar nada com mais de três dimensões espaciais. Além dessas três (altura, largura e comprimento), a física também considera o tempo como uma dimensão. No entanto, os matemáticos não são limitados pelo universo – seu limite é a imaginação. Atualmente, há um modelo físico-matemático, chamado Teoria de Cordas, que prevê a possibilidade de que não estaríamos em um mundo de quatro, mas de onze dimensões”, explica Nemmen. Não é à toa que uma das personagens da série recebe o nome de Eleven, que quer dizer Onze, em inglês.

Segundo as equações dessa proposta, inicialmente elaborada pelo alemão Theodor Kaluza e pelo sueco Oskar Klein, existiriam dez dimensões espaciais, além da temporal. O problema é que essas sete dimensões adicionais estariam compactadas, ou seja, muito bem enroladas e reduzidas à espessura menor que a de um fio de cabelo. Parece loucura – é preciso lembrar que não existe qualquer evidência de que essa teoria esteja correta e nem fatos ou observações que a comprovem, como manda o bom método científico –, mas são ideias assim que costumam pavimentar o caminho do conhecimento.

“No arcabouço da Teoria das Cordas, há teorias matemáticas que explicam as dimensões extras muito pequenas e também as muito grandes”, explica Nemmen. E Esses planos estendidos seriam representações das dimensões paralelas, que contêm universos paralelos.

Assustador, né? O que você acha sobre essas teorias de dimensões e mundo paralelos?

 

Fonte: http://veja.abril.com.br/ciencia/stranger-things-a-ciencia-por-tras-da-serie/

Por | 2017-06-30T16:34:18+00:00 julho 24th, 2017|Ciência, Dica, Sem categoria|0 Comentários

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