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4 novos elementos são aprovados na tabela periódica

Nihonium, Moscovium, Tennessine e o Oganesson foram criados em aceleradores de partículas

 Estudar a tabela periódica e memorizar todos os seus componentes para o vestibular não é fácil. E com a atualização constante dos estudos na área de Química, agora há 4 novos elementos aprovados e incluídos. Nessa lista estão o Nihonium, que ocupa o lugar 113, e o Moscovium, cujo número atômico é 115, Tennessine com o número 117 e o Oganesson, 118.

Nihonium

Apresenta características semelhantes às do Tálio. É metal, sólido e possui elétrons mais energéticos no subnível 7p1.

Moscovium

Apresenta características semelhantes às do Bismuto. É metal, sólido e possui elétrons mais energéticos no subnível 7p3.

Tennessine

Apresenta características semelhantes às do Astato. É metal, sólido e possui elétrons mais energéticos no subnível 7p5.

Oganesson

Apresenta características semelhantes às do Radônio. É metal, sólido e possui elétrons mais energéticos no subnível 7p6.

 

Como o número atômico de cada um dos novos elementos é 113, 115, 117 e 118, respectivamente, eles não podem ser encontrados na natureza e, por isso, são chamados de transurânicos.

 

Na natureza só existem elementos com número atômico até 92. Outra característica que deve ser ressaltada é a instabilidade nuclear (todos os elementos com número atômico acima de 84 são instáveis), ou seja, são materiais sintéticos e altamente radioativos. Eles permanecem estáveis apenas por frações de segundo antes de decair, liberando energia de seu núcleo e se transformando em outros elementos.

 

Vale salientar, entretanto, que esses elementos foram descobertos já há algum tempo, mas somente agora foram reconhecidos oficialmente. Veja as datas das descobertas:

 

Nihonium: 2003.

Moscovium: 2004.

Tennessine: 2010.

Oganesson: 2003.

 

O instituto japonês de pesquisas Riken celebrou a aprovação do Nihonium (NhO), já que a existência do elemento colocado em evidência na Ásia, havia sido demostrada em três oportunidades entre 2004 e 2012 por Kosuke Morita, professor da Universidade de Kyushu (sudoeste do Japão). O nome foi dado em uma referência à palavra Nihon, que significa Japão. O Moscovium (Mc) por sua vez, é uma referência à Moscou, mas sua paternidade corresponde a pesquisadores russos e americanos.

 

Já a União Internacional de Química Pura e Aplicada (Iupac) e a União Internacional de Física Pura e Aplicada (Iupap) aprovaram a denominação de outros dois elementos. O Tennessine (Ts), em homenagem aos institutos de pesquisas do Tennessee, nos Estados Unidos, e o Oganesson (Og), em referência ao físico nuclear russo Yuri Oganesián.

 

Ao longo da história da Química, os elementos químicos foram sendo descobertos gradativamente e organizados nas chamadas Tabelas Periódicas. O modelo atual foi proposto pelo químico russo Dimitri Mendeleev, que construiu uma tabela com a qual conseguia prever a posição de alguns elementos mesmo sem conhecê-los ao organizá-los em ordem crescente de número atômico. Mas a primeira versão, criada em 1869, também conhecida como tabela de Mendeleyev, em homenagem ao russo Dmitri Mendeleyev, os elementos químicos eram classificados em função de sua composição e suas propriedades.

Por | 2017-06-30T15:24:57+00:00 julho 10th, 2017|Ciência, Química|0 Comentários

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