Um grupo de pesquisadores brasileiros da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) desenvolveu uma nova técnica que promete tornar mais fácil a contagem de vasos sanguíneos no cérebro. A pesquisa foi realizada em parceria com a Universidade de Surrey, na Inglaterra.

A técnica pode influenciar nos avanços da medicina e contribuir para a eficácia dos testes de remédios para tumor cerebral e também nas pesquisas sobre a doença de Alzheimer. Para se ter uma ideia, os vasos sanguíneos são muito difíceis de serem visualizados até mesmo em máquinas de ressonância magnética.

Por enquanto, a técnica será aplicada em animais mortos, utilizados nas avaliações de drogas e estudos de causas de problemas neurológicos.

Como é feito

Para realizar a prática, os especialistas retiram o cérebro a ser estudado e injetam em seu interior uma mistura de gelatina e tinta nanquim e na sequencia o mergulham em uma mistura de soluções químicas para deixá-lo transparente.

Depois, o órgão é colocado em um microscópio de focal a laser, para mapeá-lo. As imagens obtidas são enviadas para um software que cria a simulação em 3D e conta os vasos sanguíneos presentes, com uma margem de erro mínima.

Se a técnica for aprimorada, futuramente será possível analisar doenças como tumores e a eficácia de medicamentos, por exemplo. Por isso, a equipe continuará investindo na pesquisa para tornar possível a aplicação em outros órgãos do corpo humano.

Os pesquisadores

A equipe responsável pelo estudo é formada por Robson Gutierre, Augusto Coppi, médico veterinário da Escola de Medicina Veterinária da Universidade de Surrey, Diego Vannucci Campos, doutor em neurociências e os professores da UNIFESP, Ricardo Arida e Renato Mortara.

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