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Você conhece a matemática do semáforo?

Quando você para no semáforo, a única coisa que passa pela sua cabeça é quanto tempo falta para que ele abra novamente, mas você já parou para se perguntar o que determina o tempo que cada luz deve permanecer acesa? Não, não é o universo que conspira contra você cada vez que o sinal está fechado. Na verdade, o que determina quanto tempo as luzes do semáforo vão permanecer acesas é uma complicada fórmula matemática baseada em fatores como o fluxo de carros por minuto para descobrir o ciclo ideal de cada cruzamento.

Cada ciclo corresponde ao tempo em que o semáforo faz a volta completa por suas três fases: verde, amarelo e vermelho. Quanto mais intenso for o tráfego em um cruzamento, mais longo será esse ciclo – e, uma vez descoberto o ciclo ideal, é preciso distribuir o chamado “tempo de verde”.

“Quanto mais congestionado o fluxo em um dos lados do cruzamento, mais tempo de verde ele ganha”, diz o engenheiro Sun Ming, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), de São Paulo. Essa medida de congestionamento depende não só do fluxo de carros por minuto, mas também do chamado “nível de saturação”, determinado por fatores como largura da rua, número de carros estacionados e presença de lombadas ou valas, entre outros.

Você já deve ter reparado que, às vezes, quando você pega um sinal aberto em uma grande avenida todos os outros parecem abrir em sincronia quando você passa e esse é um dos pequenos prazeres da vida, não é verdade? Seria mágica? Não, matemática novamente.

A sincronia dos semáforos deve-se a algo chamado “ondas de verde” que acontece nos corredores de tráfego. Nos casos ideais, os técnicos passam horas medindo o fluxo e o nível de saturação médios de cada cruzamento para, então, calcular diferentes programas conforme o horário e o dia da semana.

Mas, na prática, muitos dos cruzamentos menos importantes são ajustados pelo velho método de tentativa-e-erro. Hoje em dia temos o semáforo de tempo real, um sistema mais avançado de controle de trânsito computadorizado – onde, sensores sob o asfalto calculam o fluxo de veículos e ajustam automaticamente o tempo de verde, porém os equipamentos são importados e muito caros.

 

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Por | 2017-02-13T10:00:57+00:00 Fevereiro 13th, 2017|Ciência, Matemática, Sem categoria|0 Comentários

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