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4 filmes para questionar o modelo tradicional de educação

Não é de hoje que pessoas ao redor do mundo questionam o modelo tradicional de educação, reproduzido pelas escolas desde o século 18. Já no século 19, a italiana Maria Montessori rompeu com os padrões de sua época – tanto no que diz respeito ao ato de ensinar, quanto às questões de gênero – criando um novo método, com mais respeito e autonomia às crianças e menos castigos e palmatórias.

Confira a lista de 7 filmes, nacionais e internacionais, inspirados na proposta de (re)pensar a educação:

Tarja Branca – A revolução que faltava (Brasil) – Cacau Rhoden, 2014

A educação não se limita à escola ou ao formal aprendizado ler-e-escrever. Nesse documentário, dirigido por Cacau Rhoden, adultos e crianças de diferentes gerações, origens e profissões dão seus depoimentos sobre a pluralidade do ato de brincar e a riqueza que essas brincadeiras representam na formação do indivíduo. Tarja Branca – A revolução que faltava mostra as diferentes formas de como a brincadeira, ação tão primordial à natureza humana, pode estar interligada com o comportamento do homem contemporâneo e seu espírito lúdico. O ato de brincar se revela como linguagem universal, pioneiro na arte de educar crianças em todo canto desse mundo.

Quando Sinto Que Já Sei (Brasil) – 2014

Durante dois anos, os realizadores do documentário visitaram, em oito cidades brasileiras, projetos que estão criando novas abordagens e caminhos para uma educação mais próxima da participação cidadã, da autonomia e da afetividade. O filme reúne depoimentos de pais, alunos, educadores e profissionais de diversas áreas sobre a necessidade de mudanças no tradicional modelo de escola. A ideia surgiu de questionamentos em relação à escola convencional, da percepção de que valores importantes da formação humana estão sendo deixados fora da sala de aula. A etapa final do projeto foi financiada com a colaboração de 487 apoiadores através de uma campanha de financiamento coletivo.

Como Estrela na Terra – Toda criança é especial (Índia) – Aamir Khan, 2007

“Um filme que emociona e faz refletir por dias e dias”. Ele retrata o preconceito de uma sociedade que confunde ‘educação’ com ‘adestramento’ e a pressão psicológica que crianças sofrem ao redor do mundo por, simplesmente, não se enquadrarem no perfil “nota 10” que exigem delas. O drama é vivenciado por Ichaan Awasthi, uma criança indiana de nove anos de idade que, segundo determinaram como padrão para sua idade, não escrevia nem lia bem. No entanto, usava sua imaginação para criar e aprender coisas que eram parte do seu universo, mas que não constavam no currículo escolar. A repressão vinha de todos os lados e, com o tempo, Ichaan foi se tornando um garoto triste e sem autoestima. Para piorar a situação, seu irmão mais velho era o melhor aluno da classe, o que pesava ainda mais nas comparações e cobranças. Abandono, castigo e exclusão faziam parte dos dias de Ichaan, até que um professor chega para dar aula em sua escola e percebe que naquela criança, onde todos viam desleixo, há um grande potencial criador e artístico.

Entre os muros da escola (França) – Laurent Cantet, 2009

O filme conta a história de François Marin (François Bégaudeau) e seus colegas professores na complexa dinâmica de uma escola da periferia parisiense. Na sala de aula, um microcosmo da França contemporânea se apresenta para ele, com toda diversidade cultural entre os jovens e os vestígios do colonialismo francês que se fazem presentes. Adolescentes de vários países da África, do Oriente Médio e da Ásia expõem seus conflitos individuais e sociais no lugar onde passam a maior parte do tempo: a escola. Há uma diferença cultural e social que gera incompreensão e atrito entre ambas as partes, em um retrato do que seria a França contemporânea. Os muros da escola simbolizam a divisão entre vários lados: professores x alunos, franceses x estrangeiros, mas há também os muros invisíveis, que não passam despercebidos ao longo do filme.

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Por | 2016-02-24T14:07:37+00:00 Fevereiro 24th, 2016|Educação, Sem categoria|0 Comentários

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A ECO Educacional foi criada em 2006 com o objetivo de desenvolver e fornecer equipamentos didáticos e periféricos, implantar infraestrutura em laboratórios e realizar cursos laboratoriais.

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