Já imaginou o mundo sem celular? O inventor do aparelho, Martin Cooper, viveu alguns anos sem ele antes de ter a brilhante ideia que mudou completamente nossas vidas.

Em abril de 1973 a Motorola lançou o Motorola Dynatac 8000X, um verdadeiro celular portátil (para a época), com 25 cm de comprimento e 7 cm de largura, pesando “apenas” 1 quilo e com uma bateria que durava 20 minutos. O evento que marcou o lançamento foi a primeira chamada telefônica celular móvel, feita de uma rua em Nova Iorque por Martin Cooper, para seu concorrente, o engenheiro Joel Engel, da AT&T. A partir daí Cooper passou a ser considerado o pai do celular.

Seis anos mais tarde os telefones celulares começam a funcionar no Japão e na Suécia. Nos EUA, apesar de ser o país sede da invenção, o funcionamento só começou em 1983, 10 anos depois de sua apresentação.

Cooper, hoje com 84 anos, recebeu o prêmio Charles Stark Draper Prize, concedido pela National Academy of Engineerings’ (NAE) e considerado no meio como o “Nobel da engenharia”. O prêmio Charles Stark Draper foi criado pelo Draper Laboratory em 1988 para homenagear seu fundador, Dr. Charles Stark Draper, pioneiro na navegação inercial. Ele reconhece aqueles que contribuem para o avanço da tecnologia e que ampliam o reconhecimento público sobre a importância da engenharia e da tecnologia para o mundo.

De seu lançamento até os dias atuais os celulares já passaram por cinco gerações, e já estão se encaminhando pra sexta. Conheça um pouco de cada uma delas:

– A primeira geração, ou 1G, a fase analógica, dominou o mercado no início dos anos 1980;

– A segunda geração, ou 2G, o início da era digital, desenvolvida no final dos anos 1980 e início dos anos 1990, usava os sistemas CDMA e TDMA. Também é a geração dos chips, o chamado GSM;

– A segunda geração e meia, ou 2,5G, uma versão melhorada da 2G, com melhor transmissão de dados;

– A terceira geração, ou 3G, a atual geração de celulares em boa parte do mundo, operando desde o final dos anos 1990, possibilitou o acesso a internet entre outras funções digitais avançadas;

– A terceira geração e meia (3,5G), assim como a 2,5G, é uma evolução da geração anterior, a 3G, com maior velocidade de conexão com a internet, o que a aproxima da velocidade da internet banda larga convencional;

– E por fim a quarta geração (4G).

O que será que o “futuro” nos reserva?