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Invenções que aliam natureza e tecnologia

Você já parou para pensar o quanto a natureza inspira as invenções humanas? Ou ainda, como a tecnologia pode ser aliada da natureza? Então confira essas invenções que separamos para você sobre o assunto!

Natureza Inspiradora

Um famoso exemplo de como a natureza pode ser inspiradora, é a invenção do velcro pelo engenheiro suíço Georges de Mestral, em 1941, depois que ele observou como algumas plantas das montanhas se agarravam a suas roupas e aos pelos de seu cão.

Entre os avanços mais recentes nessa área estão: a criação de um fita adesiva cirúrgica pós-parto que se molda na estrutura das teias de aranha; a imitação do vírus para criar nanopartículas que se rearranjam sozinhas e levam medicamentos diretamente a células cancerígenas; ou ainda uma super eficiente tela para livros eletrônicos, refletiva e colorida baseada na maneira como as asas de borboleta cintilam sob a luz forte.

Tecnologia para Preservação

Além disso, a tecnologia é cada vez mais utilizada para ajudar projetos de preservação e sustentabilidade. Um deles é o Technology for Nature, idealizado pela Universidade de Londres, a Sociedade Zoológica de Londres e a Microsoft.

Entre as iniciativas do projeto estão um serviço de “nuvem” digital gratuito e rápido que permite que especialistas acessem dados precisos de mudanças climáticas de qualquer região do mundo, ou ainda o desenvolvimento de novos aparelhos para registrar o comportamento de animais em seus habitats.

Lucas Joppa, um dos gerentes do projeto, admite que ainda há desafios em se unir cientistas de disciplinas tradicionalmente vistas como opostas. “A linguagem, a terminologia e as motivações são diferentes. Praticamente tudo”, brinca.

“Mas temos questões de preservação ambiental que precisam ser combatidas imediatamente, como o monitoramento de áreas protegidas, o rastreamento de espécies de alto valor comercial e a detecção online do comércio ilegal de plantas e animais”, explica.

Para Joppa, a tecnologia teve mais impacto positivo do que negativo sobre a natureza nos últimos dez anos.

Obviamente, a natureza não é só pandas e florestas, e a tecnologia está também ajudando a domar seu lado mais cruel. Tuítes e fotos do Instagram com hashtags e geotags se tornaram uma maneira valiosa de compartilhar atualizações em tempo real sobre desastres naturais.

O Person Finder, do Google, criado para reunir parentes durante o tsunami de 2011 no Japão, está atualmente ativo no Nepal. E nos Estados Unidos o aplicativo da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências permite que comunidades atingidas por catástrofes consigam fazer um financiamento coletivo para obter mantimentos.

Fora tudo isso, ainda temos o conceito das “cidades verdes”. Imagine arranha-céus transformados em lavouras verticais, com plantações forrando o teto e as paredes; metros quadrados vazios sendo usados para cultivar biocombustíveis à base de algas; e árvores capazes de iluminar ruas à noite como resultado de genes bioluminescentes.

Fazendas Solares Flutuantes

Fazendas solares flutuantes na cidade de Kato, Japão

Foto: Kyocera / Divulgação

Engenheiros norte-americanos desenvolveram uma tecnologia de baixo custo que pode ser utilizada para evitar a evaporação da água de represas e ainda gerar energia. Mas a empresa japonesa Kyocera foi além e apresentou duas fazendas solares flutuantes, construídas na cidade de Kato, Japão. A primeira gera 1,7 MWh (megawatts/hora), e a segunda gera 1,2 MWh – isto é suficiente para abastecer cerca de 1.000 casas. Segundo a empresa, além de evitar a perda de água das lagoas pela evaporação, painéis solares instalados sobre a água produzem mais energia por causa do efeito de resfriamento induzido pela água – as células solares operam de forma mais eficiente a temperaturas mais baixas.

Biobateria

Na Alemanha, usinas de biogás são usadas para substituir definitivamente as usinas nucleares. Porém, cada biousina processa uma gama limitada de substâncias orgânicas e, no conjunto, elas acabam concorrendo com o cultivo de alimentos. Pensando nisso, pesquisadores alemãs criaram um novo conceito: a biobateria, que une diversas tecnologias para produzir eletricidade, calor, gás, petróleo, carvão vegetal e matérias-primas. De acordo com os inventores, o conceito conta com um processo chamado termorreforma catalítica, que converte em energia materiais orgânicos, como resíduos de fermentação de unidades de biogás e produção de bioetanol, resíduos de biomassa industrial, lodo de esgoto, palha, resíduos de madeira e excrementos, animais e humanos. O produto final inclui petróleo, gás e coques de biomassa e diversos outros compostos. A grande vantagem é da biobateria é que ela usa materiais que seriam descartados.

Fontes: BBC e Terra

Por | 2015-09-25T08:54:03+00:00 setembro 25th, 2015|Ciência, Inovação, Sem categoria, Sustentabilidade|0 Comentários

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